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Censo do IBGE não reflete o crescimento dos municípios de Rondônia

 

Os gestores municipais de Rondônia estão inconformados com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, que em muitos municípios apresentam encolhimento da população. O órgão é responsável pela guarda, controle e contagem da população brasileira, mas utiliza fórmulas estatísticas para calcular o crescimento populacional, que considera censos que só ocorrem de dez em dez anos. A Associação Rondoniense de Municípios – AROM fez estudos que comprovam o contrário, e recomenda a todos administradores a produção de recursos técnicos e a buscarem a Justiça, para assegurarem aumento dos repasses de recursos federais e estaduais, que são feitos com base no número de habitantes.

Com o crescente aumento do número de usuários dos serviços públicos, a abertura de novos loteamentos urbanos, os registros de nascidos, entre outros parâmetros, todos os Prefeitos esperavam constatar crescimento populacional, com consequente melhora dos repasses de recursos constitucionais, mas estão perplexos, decepcionados e indignados com tamanha disparidade entre os números em que chegou o IBGE e a real situação das cidades. Para a AROM, o instituto precisa rever a forma de condensar os cálculos ou realizar recontagem, pois os dados de 2017 não batem com a realidade do estado, que desponta positivamente em pujança de produção, expansão urbana e muita demanda de serviços.

OS NÚMEROS EM CONTRASTE

Pela análise da associação dos municípios sobre o resultado divulgado pelo IBGE, o levantamento populacional de 2010 não traduz a realidade do estado, com projeções consideradas duvidosas e obscuras, que possivelmente não demonstram a evolução populacional das cidades. Em resumo, alguns municípios apresentaram crescimento ridiculamente inaceitável em seis anos, ou seja, segundo o instituto, entre 2011 e 2017, houveram casos como: Cabixi, que aumentou em três habitantes, Castanheiras em 24, Corumbiara em cinco, São Felipe d´Oeste em 56 e Teixerópolis em 99. Juntos, cresceram sua população em apenas 187 habitantes.

Além de apontar crescimento pífio e irrelevante em alguns municípios, os dados do IBGE “revelam” um inadmissível esvaziamento populacional em 20 municípios rondonienses, entre eles, Presidente Médici/RO, que teria 893 habitantes a menos em quatro anos. Porém, os estudos da AROM apontam para outra realidade, a que demonstra que Médici cresceu, somente em número de residências, mais que 11%, não havendo possibilidades de redução populacional. O mesmo ocorre com os municípios de Alta Floresta d’Oeste, Alvorada D’Oeste, Cabixi, Candeias do Jamari, Cerejeiras, Colorado do Oeste, Corumbiara, Governador Jorge Teixeira, Ministro Andreazza, Mirante da Serra, Nova União, Ouro Preto d´Oeste e outros.

Para o Presidente da AROM, Jurandir de Oliveira, “a sociedade precisa saber que o vetor 2000 – 2010, revelou decréscimo demográfico em diversos municípios de Rondônia, que naquele momento não tinham o acrescimento econômico, imobiliário e o desenvolvimento do campo de hoje. Isso prejudica principalmente os municípios criados no final da década de 1990, e só tende a piorar, até que seja recontada a nossa população. É visível que houve crescimento de Rondônia, seja pelos números da economia, seja pelos de matriculas escolares, nascidos, eleitores. Vamos contestar os números do IBGE, para tentar corrigir esse possível equívoco, porque nossos municípios estão repletos de novos domicílios, loteamentos, empreendimentos e expressiva quantidade de novas construções”.

A coordenação de estudo técnicos da entidade estará publicando uma nota técnica com todos os números do estudo.

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