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AROM orienta que municípios se atentem aos prazos para Levantamento Índice de infestação pelo Aedes aegypti

O período de chuvas na região Norte do país, conhecido como Inverno Amazônico, é cenário propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Nesse ambiente, quente e úmido, com chuva e sol, os ovos do inseto sobrevivem em todos os locais que podem acumular água. Por conta disso, durante todo o ano é preciso realizar ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya.

Nesse sentido, a AROM orienta os gestores dos municípios infestados pelo vetor das doenças que realizem o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypt (LIRAa), em cidades com mais de 2 mil imóveis, e o Levantamento de Índice Amostral (LIA), nas cidades de até 2 mil imóveis, seguindo orientações das  regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde (http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/janeiro/33/Resolucao12_2701.pdf)

Sua realização em âmbito nacional serve como instrumento para nortear medidas de ações de controle, além de ser uma atividade de comunicação e mobilização por meio da ampla divulgação dos resultados na mídia. Esta socialização dos resultados tem-se mostrado importante ferramenta para a obtenção de apoio para que as ações de enfrentamento do problema, no município, possam contar com a adesão da população e de setores externos ao âmbito da saúde.

Neste ano, o levantamento deverá ser feito nas quatro datas a seguir:

– 1º LIRAa/LIA: de 06/01/2020 até 25/01/2020

– 2º LIRAa/LIA: de 30/03/2020 até 18/04/2020

– 3º LIRAa/LIA: de 06/06/2020 até 25/06/2020

– 4º LIRAa/LIA: de 05/10/2020 até 24/10/2020

Conforme dados da Agevisa, sete municípios de Rondônia estão em situação de risco e 31 em estado de alerta. Com isso, Rondônia registrou aumento de 34% nos casos notificados de dengue, 3% de chikungunya e 53% de zika, em 2019, comparados com o ano de 2018.

Atenta a situação, a Associação Rondoniense de Municípios (AROM) orienta também que os gestores municipais intensifiquem as ações de combate, para evitar que haja mais proliferação do mosquito, além de realizarem o LIRAa, também informar a população da importância de manterem os quintais e outros espaços limpos. “Só com a participação popular é que conseguimos resultados mais expressivos. Todos precisam participar, desde prefeito, secretários, técnicos, assim como os munícipes das áreas urbana e rural”, diz Cláudio Santos, presidente da AROM e prefeito de Theobroma.

O LIRAa

Municípios que estejam em situação de epidemia de dengue não devem fazer o levantamento nesse período, pois as ações emergenciais — como eliminação de focos, tratamentos espaciais e residuais e ações de eliminação/proteção de criadouro — são prioritárias. O LIRAa/LIA é considerado, no Brasil, a estratégia mais eficaz na coleta de dados fundamentais para o controle das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. As informações elaboradas a partir dos dados do levantamento subsidiam os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e equipes técnicas na tomada de decisão e orientam o planejamento e o cronograma das atividades de mobilização social, além de auxiliar ações de educação em saúde.

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Assessoria AROM