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Covid-19 em RO; Governo, AROM e prefeitos traçam estratégias para frear o avanço da doença

O Governo do Estado de Rondônia, por meio do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Coronavírus se reuniu na tarde desta quarta-feira (06), pela primeira vez em 2021, com os prefeitos e prefeitas para debater sobre o alinhamento das ações de combate da pandemia nos municípios Rondonienses e ainda, sobre a reclassificação das fases de isolamento que está em avaliação e será anunciada nesta semana. A reunião foi convocada pelo Secretário Chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves e articulada pela Associação Rondoniense de Municípios (AROM).


“Com a elevação dos casos no Estado e a alta taxa de ocupação dos leitos de UTI, um alinhamento das ações é primordial para evitarmos o colapso na saúde pública e, principalmente, evitarmos óbitos”, destacou o presidente de honra da AROM e prefeito de Pimenta Bueno, Delegado Araújo. O presidente honorário também destacou a sensibilidade do Governador cel Marcos Rocha em determinar que sua equipe mantenha esse diálogo franco com os prefeitos. “Temos a responsabilidade de intensificar as ações de prevenção e conscientização para frear o avanço da doença nos municípios, e o apoio do estado é muito importante”, acrescentou.

Atualmente, Rondônia soma um total de 97854 casos, sendo que 12927 estão ativos. A preocupação generalizada entre os prefeitos é quanto a rápida evolução da chamada “segunda onda”, que teve um salto de mais de 4 mil confirmações nos últimos 30 dias.

A equipe do governo apresentou novamente, em especial para familiarizar os novos prefeitos e prefeitas, os critérios que definem a classificação de cada uma das fases de isolamento. O Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, destacou que a atual matriz de classificação foi uma construção conjunta entre Governo e AROM, ainda em 2020, que de maneira muito aprofundada apresentou as peculiaridades de cada município e defendeu a preservação da vida, da oferta de saúde pública e da manutenção da economia.


Carla Redano, prefeita de Ariquemes fez um alerta sobre a evolução do vírus na Região do Jamari, que acaba sobrecarregando o serviço de saúde em Ariquemes. “Mesmo o município tendo feito, além da sua atribuição e implementado leitos de UTI, para atender os casos mais graves de covid, hoje, está impossível absorver toda essa demanda sem um suporte do estado”, expôs a prefeita.

Com estudos que demonstram a eficácia da Ivermectina para a diminuição da carga viral do novo coronavírus, o Comitê defendeu a utilização do protocolo medicamentoso pelos municípios. Conforme estudos apresentados pelos técnicos do Comitê, o medicamento não tem apresentado contraindicações quando dosado com o devido controle e, nos últimos 40 anos não se tem nenhum registro de óbito em decorrência do seu uso. Em países da África, onde se realiza a distribuição em massa da Ivermectina, registra-se uma das menores taxas de mortalidade pela covid-19 do mundo.

Para o prefeito da capital, Hidon Chaves, é preciso um esforço de todos os entes para um achatamento da curva de transmissão. “Nós temos a possibilidade de realizar uma ação coletiva, municípios e estado, com um trabalho sério de distribuição da Ivermectina. Os estudos mostram que é um protocolo eficaz. Minha sugestão nesse sentido, é que o estado, pela sua condição de compra, garanta esse medicamento aos municípios. Por outro lado, os municípios assumem o compromisso de intensificar as ações de prevenção, ou seja, a conscientização, o controle responsável da entrega do medicamento e da fiscalização para o cumprimento das normas do Decreto estadual”, disse Hildon.

A sugestão foi recepcionada pelo chefe da Casa Civil, que assumiu o compromisso de fazer uma análise sobre a viabilidade de uma parceria desse porte.

O prefeito de Urupá, Celio Lang, questionou sobre a previsão da vacina em Rondônia e da probabilidade de restrição aguda do comércio na nova reclassificação. O Secretário da Saúde, Fernando Máximo, estima que as primeiras doses da vacina cheguem em Rondônia até final de fevereiro, mas orientou que os prefeitos mantenham um dialogo honesto com suas comunidades para não criar falsas expectativas. ” Temos um longo processo para que a vacina esteja de fato disponível para toda a população, além disso, estados e municípios são apenas executores dessa política pública, ou seja, a compra e distribuição compete ao governo federal. De qualquer forma, a SESAU já tem um plano de vacinação e aguarda a chegada das vacinas, tão logo estejam disponíveis, fará essa campanha em conjunto com as Secretarias Municipais”, enfatizou Máximo.

Quanto a restrição do comércio, o chefe da Casa Civil enfatizou que Governador Cel Marcos Rocha tem exigido muito de seu secretariado, ações que fortaleçam a economia, sempre com uma atenção especial pela saúde. “Não temos pretensão de fechar o comércio. O plano Todos por Rondônia, do Governo do Estado, propõe a atuação conjunta do Estado, municípios, setor produtivo e sociedade no combate a pandemia com a preservação da saúde pública, sem a necessidade de estrangulamento da economia. O atual cenário aponta para a necessidade de maior comprometimento de todos nesse trabalho. Eventualmente, um município ou outro pode ficar classificado em uma fase mais restritiva, e aí pedimos a colaboração dos prefeitos e sociedade para revertermos esse quadro. Depende de todos nós”, alertou Júnior Gonçalves.

 

Assessoria AROM